ÚLTIMA HORA: Militares sul-africanas regressam grávidas após missão de paz na RDC
O regresso de tropas sul-africanas destacadas para a missão de paz na República Democrática do Congo trouxe à tona uma situação delicada e amplamente debatida no país: duas militares sul-africanas regressaram grávidas após o cumprimento da missão.
A informação foi confirmada por órgãos parlamentares e meios de comunicação sul-africanos, no contexto da repatriação de militares da Força Nacional de Defesa da África do Sul (SANDF), alguns deles feridos ou necessitando de acompanhamento médico após confrontos no leste da RDC .
O caso ocorreu no âmbito da missão regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), criada para apoiar o Governo congolês no combate a grupos armados, incluindo o M23, que tem intensificado ataques na região.

Reação política e institucional
A presidente do Comité Parlamentar de Segurança e Justiça da África do Sul saiu publicamente em defesa das militares, afirmando que as soldadas devem ser honradas pelo serviço prestado e não estigmatizadas pela gravidez. Segundo a responsável, as mulheres cumpriram integralmente a sua missão e regressaram ao país no âmbito de procedimentos normais de repatriação .
Autoridades destacaram ainda que não existe qualquer violação automática de regras militares, sublinhando que cada situação deve ser avaliada com base nos regulamentos internos das Forças Armadas.
Repatriação de tropas e contexto da missão
De acordo com reportagens da imprensa sul-africana, mais de 120 soldados foram repatriados da RDC nos últimos meses, incluindo militares feridos em combate, doentes e outros que necessitavam de cuidados médicos especializados. Entre esse grupo estavam as duas militares grávidas, que passaram a receber acompanhamento médico no país .
A SANDF tem enfrentado fortes desafios operacionais na RDC, com baixas militares, críticas à logística da missão e crescente pressão pública para a retirada ou reavaliação do envolvimento sul-africano no conflito .
Debate público e social
O caso reacendeu discussões na África do Sul sobre:
•A presença de mulheres em missões militares internacionais;
•As condições de permanência prolongada em zonas de conflito;
•A necessidade de protocolos claros sobre saúde, bem-estar e direitos das militares.
Especialistas em defesa defendem que situações como esta devem ser tratadas com humanidade, confidencialidade e profissionalismo, evitando julgamentos públicos precipitados.
Situação atual
Até ao momento:
•As militares encontram-se na África do Sul sob acompanhamento médico;
•Não foram divulgadas as circunstâncias específicas das gravidezes;
•As autoridades militares não anunciaram medidas disciplinares;
•O Governo reforçou que a prioridade é a saúde e dignidade das militares.




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